NATXO: DA AMÉRICA DE BICICLETA AO SONHO DO IDITAROD
NATXO: DA AMÉRICA DE BICICLETA AO SONHO DO IDITAROD
Apresentamos-vos o Natxo, o novo ultraciclista da nossa Gsport Community.
O ultrafundo não se pedala apenas com as pernas, mas também com a mente — e o Natxo sabe isso melhor do que ninguém. Junta-se à comunidade para nos trazer as experiências de ultradistância mais loucas e extremas. De raízes argentinas, nasceu na Venezuela e cresceu em Espanha, sendo um ciclista de ultradistância com um verdadeiro espírito aventureiro.
Se fizermos um breve percurso pelos seus últimos anos como ciclista, vale a pena destacar a aventura de 2017, quando percorreu a América de bicicleta com o seu amigo Simón — um projeto que, infelizmente, foi interrompido pela pandemia. Por volta de 2020 instalou-se no Equador, onde nasceu a sua paixão pelo gravel, até que em 2023 regressou a Espanha para continuar a sua carreira. Em 2025 passa a fazer parte da #gsportcommunity, aproximando-nos de um sem-fim de experiências sobre duas rodas.
Como nasceu o teu interesse pelo ciclismo?
O meu irmão mais velho foi a minha referência. A paixão por este desporto foi crescendo com o passar do tempo e acabou por se consolidar no Equador durante a pandemia, quando comecei a competir em ultradistância.
O que te ensinou o ultraciclismo?
O ultraciclismo ensinou-me a conhecer e a superar os limites do meu corpo e da minha mente. Para equilibrar vida pessoal, profissional e desporto, tento organizar os meus dias com disciplina, começando a treinar às 5:30 da manhã. A disciplina é a chave desta modalidade. Procuro preparar-me fisicamente com treinos específicos e mentalmente com desafios a solo, madrugadas e longas saídas sem música.
De que projeto te sentes mais orgulhoso?
Tenho uma recordação muito especial da minha viagem pela Amazónia peruana, documentada em La tierra de los Shirampari. Mas os desafios que tenho pela frente entusiasmam-me muito. Atualmente estou a trabalhar no projeto “Road to Iditarod”, com o objetivo de completar em 2029 os 1600 km da mítica corrida de inverno no Alasca.
Que conselho darias a alguém que quer dedicar-se à ultradistância?
Quando me pedem conselhos, não gosto de falar apenas de treinos ou preparação física. Prefiro convidar à reflexão sobre o propósito de cada rota. Procura-se desfrutar do caminho ou competir por um lugar na classificação? A resposta marcará a experiência. Mas, em qualquer caso, o importante é começar, deixar-se levar e atrever-se a pedalar para além dos próprios limites.
Para além dos desafios e das metas, o que distingue o Natxo é a filosofia que transmite: entender a bicicleta não apenas como um meio de transporte ou uma ferramenta de competição, mas como uma ponte para o autoconhecimento, a resiliência e a ligação com a natureza. Cada pedalada é, para ele, uma forma de descobrir novas paisagens, culturas diferentes e, sobretudo, recantos inexplorados de si próprio. E é isso que nos inspira.
O Natxo é um lembrete de que a aventura começa muito antes da linha de partida. Começa todas as madrugadas, quando ajusta a bicicleta, quando se desafia a sair sem música, quando aprende a conviver com o cansaço e a solidão. E continua em cada história que traz de volta: desde a Amazónia até aos caminhos gelados do Alasca.
Bem-vindo à família!
Deixe um comentário